A escuridão entra por debaixo da porta e afunda o chão,
tornando tremulas as paredes cobertas pelas essências
das vidas reunidas no quarto pequeno da pensão do fim
da rua escura, orquestrada pelos sussurros e risos abafados.
Lá fora um telefone toca e ninguém parece notar.
Isso me intriga. Seria apenas o acaso? um engano, quem sabe?!
Ninguém se importa, todos se preocupam apenas com a nossa
estranha interação, ali, perdida no centro de algum lugar,
no final da rua escura.
5 minutos e uma xícara de café
silêncio dramático ou pausa poética?
domingo, 18 de dezembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Sem raízes
Nada mais me prende aqui
Tive minhas raízes arrancadas tão bruscamente que nem ao menos
pude me situar
Eu não me sinto livre.
Eu não sinto mais nada
As pessoas se importam cada vez menos
um sorriso falso e apatia parece ser a redenção
Poderia sumir
Simplesmente deixar tudo pra trás
Não dá pra ser forte o tempo inteiro.
Dói.
Tive minhas raízes arrancadas tão bruscamente que nem ao menos
pude me situar
Eu não me sinto livre.
Eu não sinto mais nada
As pessoas se importam cada vez menos
um sorriso falso e apatia parece ser a redenção
Poderia sumir
Simplesmente deixar tudo pra trás
Não dá pra ser forte o tempo inteiro.
Dói.
domingo, 16 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Ê cidadão...!
Ela podia sentir a música dentro de si, podia enxergar mesmo de olhos fechados
sob os flashs da camera alheia, sob os olhos de um estranho
Dançava ao som das cordas vocais do tal cidadão instigado
Cantava e gritava
dançava todo o seu ser
e só quem se deixou ser levado por aquelas vibrações
é que sabe do misto de sensações e sentimentos.
sob os flashs da camera alheia, sob os olhos de um estranho
Dançava ao som das cordas vocais do tal cidadão instigado
Cantava e gritava
dançava todo o seu ser
e só quem se deixou ser levado por aquelas vibrações
é que sabe do misto de sensações e sentimentos.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Acordou se sentindo estranha, tomou um café amargo feito as pressas e teve a impressão de que sua xícara, cor de sangue, comprada numa viajem que fizera a uma cidadezinha qualquer, hoje havia se tornado menos vermelha. Andou de um lado para o outro. Fumou o último cigarro da carteira amassada.
-Merda! Preciso sair daqui!
E num momento súbito de coragem, saiu pelas ruas
Determinada a fazer algo grande, algo que fizesse valer a pena seu emprego e vida medíocre.
-Não! Eu não consigo! Não pertenço mais a esse lugar! Eu não sou de lugar nenhum.
Começou então a se lembrar de quando tinha uma vida, pouco antes do seu marido deixá-la, pensou e lembrou de todos os momentos felizes, e isso definitivamente a deixou com raiva!
-Aquele escroto destruiu a minha vida!
Involuntariamente, se pôs a caminhar. Caminhou em direção a casa dele.
-Preciso parar de fumar! ... Ou não! Quem se importa?!
Continuou caminhando. Parou em uma banca velha e compro cigarros. Viu as noticias dos jornais e ficou um pouco triste.
Ela parecia estar em transe, sua aparência se tornara doentia. Tinha o olhar perdido, de quem nem se quer estava ali.
Chegou ao seu destino. Olhou para a porta extremamente vermelha e achou ter descoberto para onde foi o vermelho de sua xícara.
Parou, respirou fundo, tinha as mãos tremulas e lentamente tirou uma arma de uma bolsa negra.
Deu uma última olhada.
-Eu pensei ter sido feliz junto de ti mas hoje percebo que tudo que fizeste foi me tirar a vida! sugaste toda e qualquer alegria. Ficaste com tudo pra ti e deixaste-me miserável. Mas agora, aqui nesse instante, eu tomo posse, novamente, da minha própria vida.
...
E o sangue escorreu, ainda quente, por todo lugar.
-Merda! Preciso sair daqui!
E num momento súbito de coragem, saiu pelas ruas
Determinada a fazer algo grande, algo que fizesse valer a pena seu emprego e vida medíocre.
-Não! Eu não consigo! Não pertenço mais a esse lugar! Eu não sou de lugar nenhum.
Começou então a se lembrar de quando tinha uma vida, pouco antes do seu marido deixá-la, pensou e lembrou de todos os momentos felizes, e isso definitivamente a deixou com raiva!
-Aquele escroto destruiu a minha vida!
Involuntariamente, se pôs a caminhar. Caminhou em direção a casa dele.
-Preciso parar de fumar! ... Ou não! Quem se importa?!
Continuou caminhando. Parou em uma banca velha e compro cigarros. Viu as noticias dos jornais e ficou um pouco triste.
Ela parecia estar em transe, sua aparência se tornara doentia. Tinha o olhar perdido, de quem nem se quer estava ali.
Chegou ao seu destino. Olhou para a porta extremamente vermelha e achou ter descoberto para onde foi o vermelho de sua xícara.
Parou, respirou fundo, tinha as mãos tremulas e lentamente tirou uma arma de uma bolsa negra.
Deu uma última olhada.
-Eu pensei ter sido feliz junto de ti mas hoje percebo que tudo que fizeste foi me tirar a vida! sugaste toda e qualquer alegria. Ficaste com tudo pra ti e deixaste-me miserável. Mas agora, aqui nesse instante, eu tomo posse, novamente, da minha própria vida.
...
E o sangue escorreu, ainda quente, por todo lugar.
domingo, 12 de dezembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
O corpo sente a ausência
E estremece a cada lembrança
Provoca delírios, provoca saudade
Ansiedade.
A vontade da presença,
O desejo de voltar a ser.
Perto, cada vez mais perto
Cada vez mais intenso
E quando se acha que já não
Se pode mais aguentar
O amor regressa ao seu devido lugar
Alegrando o outro que antes era apenas lágrima
E somados novamente
Voltam a ser um só.
E estremece a cada lembrança
Provoca delírios, provoca saudade
Ansiedade.
A vontade da presença,
O desejo de voltar a ser.
Perto, cada vez mais perto
Cada vez mais intenso
E quando se acha que já não
Se pode mais aguentar
O amor regressa ao seu devido lugar
Alegrando o outro que antes era apenas lágrima
E somados novamente
Voltam a ser um só.
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